Sobre educação, reconhecimento e um palco chamado TEDx
- Andréa Borges
- 15 de jun.
- 4 min de leitura
Atualizado: 17 de jun.

Como um evento estudantil se transformou em uma celebração do trabalho invisível dos educadores e em uma demonstração concreta do que significa formar cidadãos globais.
No meio do TEDxElevaBSBYouth, uma "comiga" (colega que virou amiga) olhou para mim e disse:
"Você fez isso. Que orgulho de trabalhar com você."
E eu desmoronei.
Não porque orgulho seja uma palavra rara na minha vida. É porque, por mais que por muitas vezes eu não acredite no meu potencial (sim, síndrome do impostor brabo por aqui). Eu tenho a sorte de ouvi-la com frequência da minha mãe, do meu parceiro e de pessoas que acompanham meu trabalho de perto. Então por que aquelas palavras me atingiram de forma tão diferente? Porque aquelas palavras vieram em um momento diferente.
Porque a educação anda tão desvalorizada que, às vezes, nós mesmos deixamos de enxergar o tamanho do nosso trabalho. E não estou falando apenas de salários. Estou falando de respeito. Da forma como a sociedade passou a tratar quem educa. Da rapidez com que se questiona um professor, um coordenador ou uma escola. Das vezes em que recebemos reclamações antes de recebermos reconhecimento. Das reuniões difíceis. Dos e-mails atravessados. Das ameaças de transferência quando uma expectativa não é atendida. Dos momentos em que educadores voltam para casa se perguntando se estão realmente fazendo a diferença.
Porque a maior parte do nosso trabalho não é visível. Ela acontece em pequenas conversas. Em feedbacks escritos no fim de um dia longo. Em projetos orientados. Em conflitos mediados. Em incentivos repetidos dezenas de vezes. Em oportunidades criadas para que um aluno descubra algo sobre si mesmo. É um trabalho silencioso. De grão em grão. Dia após dia. Ano após ano. E talvez por isso seja tão difícil enxergar a floresta quando estamos ocupados plantando.
O TEDxElevaBSBYouth me emocionou porque, por algumas horas, esse trabalho invisível ficou impossível de ignorar. Os temas das palestras não surgiram do nada. O repertório daqueles alunos não surgiu do nada. A capacidade de pesquisar, argumentar, liderar, colaborar, organizar um evento e se comunicar diante de uma plateia também não surgiu do nada. Tudo aquilo foi construído ao longo de anos. Por professores. Por coordenadores. Por líderes escolares. Por famílias. Por uma comunidade inteira comprometida em formar jovens preparados para um mundo complexo, diverso e em constante transformação.
E foi aí que eu entendi por que aquelas palavras me fizeram chorar. Porque aquele evento não era sobre mim. Nunca foi. Era sobre eles. Era sobre todos os educadores que passam anos plantando sementes sem necessariamente testemunhar a colheita. Era sobre profissionais que, muitas vezes, recebem mais críticas do que reconhecimento, mas que continuam aparecendo todos os dias porque acreditam no poder transformador da educação.
O TEDxYouth não criou nada daquilo. Ele apenas colocou um holofote sobre algo que já existia. E foi aí que aconteceu algo muito bonito:
A grandeza da marca TED encontrou a potência da marca ELEVA.
Uma marca reconhecida mundialmente por espalhar ideias que merecem ser compartilhadas encontrou uma escola que acredita que jovens também merecem ter voz, protagonismo e espaço para transformar o mundo. E o resultado foi extraordinário. Não porque o TED trouxe relevância para a escola. Mas porque ajudou a tornar visível aquilo que já acontecia dentro dela. Vi estudantes brilhando no palco. Vi alunos brilhando nos bastidores. Vi voluntários se ajudando sem que ninguém precisasse pedir. Vi voluntários arrecadando dinheiro com Bake Sale, para poder financiar os projetos dos clubs estudantis. Vi equipes inteiras trabalhando com propósito. Vi professores e coordenadores emocionados ao reconhecer, nos alunos, o reflexo do próprio trabalho. Vi famílias impressionadas não apenas com a qualidade das palestras, mas com a maturidade, a autonomia e a capacidade de realização daqueles jovens. E, sem querer, o TEDxElevaBSBYouth acabou se tornando uma das mais bonitas demonstrações daquilo que a ELEVA acredita. Como profissional da educação, saí daquele evento com uma sensação muito forte.
Se alguém me perguntasse o que significa estudar na Eleva, eu não mostraria uma apresentação institucional. Eu mostraria aquele dia. Porque aquele dia foi, sem querer, uma das mais bonitas demonstrações daquilo que a escola acredita. Foi um showcase para Admissions. Mas, acima de tudo, foi um showcase da educação:
Mostraria os alunos que subiram ao palco. Os que organizaram. Os que lideraram equipes. Os que resolveram problemas. Os que acolheram convidados. Os que trabalharam nos bastidores. Os que encontraram uma maneira de contribuir. Porque formar cidadãos globais não é um slogan. É um compromisso. Da educação que forma jovens capazes de pensar. De liderar. De colaborar. De se comunicar. De agir. De ocupar espaços. De transformar espaços. E ele estava ali, diante dos nossos olhos. Vivo. Concreto. Em movimento.
O TED trouxe os holofotes. Mas o brilho já era deles.
E é por isso que hoje, eu sinto orgulho não apenas do evento eu sinto orgulho das pessoas. Dos alunos. Dos educadores. Das famílias. E da escola que tornou tudo isso possível. Porque a verdade é que a ELEVA já abre portas extraordinárias para que seus alunos brilhem dentro e fora dos muros da escola. O TED apenas nos deu a oportunidade de enxergar isso em alta definição. Que privilégio fazer parte dessa história.
No final das contas, quando me falaram do evento e me deram "parabéns", a única resposta que fez sentido foi:
"Esse evento é nosso."





Obrigado pela oportunidade de testemunhar o que esses garotos podem realizar.
Como você bem disse, tudo aquilo é fruto de trabalho intenso e focado no desenvolvimento de seres humanos com objetivo de prepará-los para o mundo real.
Parabéns! E siga transformando vidas!